Juliana Julieta
Juliana Julieta, artista visual e realizadora que trabalha entre Pintura e Cinema Experimental.
Licenciada e Mestre em Pintura.
Da Pintura a óleo ao Cinema Experimental, explora a fisicalidade dos materiais e processos, investigando uma relação tátil, sensorial, cumulativa e fenomenológica de criar imagens. Trabalha com revelação alternativa de película e práticas artesanais, expandindo o cinema para a performance da imagem em movimento.
Os seus filmes foram mostrados no Curtas Vila do Conde, IndieLisboa, Centro de Arte Oliva, Queer Porto, Festival (S8), Anthology Film Archives, entre outros. Foi vencedora da MNJC 2023 e nomeada para o Sovereign Portuguese Art Prize 2024, ano em que a sua obra integrou a coleção pública CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado e Pláka Aquisições (Porto).
Em 2022, durante a residência na MONO NO AWARE (NY, bolsa FLAD), trabalhou na equipa de produção do festival da Mono No Aware, que lhe instalou a semente para um dia criar um festival do género, ajustado às características e necessidades do contexto nacional. Assim nasceu a ideia de criar o Temporal.
Trabalha entre a programação, produção e realização de cinema e de projetos culturais e comunitários (Cineclube Campo Aberto, Cine à Roda, El Warcha Lisboa, Intendente Insurgente, Livraria das Insurgentes); a auto-publicação e a edição independente, através da sua micro-editora chamada “Sozinha em Casa”; e a educação não formal. Dedica-se igualmente à pesquisa e experimentação com práticas fotoquímicas e cinematográficas artesanais, colaborativas e independentes (Sustainable Darkroom, Laboratório da Cave). A sua pesquisa move-se em torno das questões da linguagem, da memória e das formas e razões pelas quais nos contamos. O seu trabalho tem sido apresentado na forma de projeções de cinema, fanzines e pequenas edições autopublicadas, leituras públicas, oficinas e eventos comunitários.
Como trabalhadora e organizadora cultural, tem trabalhado, numa transversalidade de papeis, tanto em Portugal como no estrangeiro, com organizações como Wim Wenders Stiftung, O Som e a Fúria, STET – Livros & Fotografias, Brotéria, Fábrica das Palavras – Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, Molt Films, Risi Film, Sombronautas, entre outras.
Desde 2019, que, sozinha, encontra formas de organizar de forma independente o Cineclube Campo Aberto. E foi assim que aceitou o convite para trazer alguma dessa experiência para o Temporal.
Licenciada em Cinema na ULHT (Lisboa) e com Mestrado em Teoria, Estética e Memória na Université Paris 8 e na Universidad de Buenos Aires – Filosofia y Letras, com a tese "Descolonizando: o Tercer Cine, a Argentina e o cinema político dos anos 1960-70". Viveu na Argentina, França e Portugal. Em Buenos Aires, integrou o Curso de Composição Musical com Ricardo Cappellano no Conservatório Manuel de Falla. A cultura argentina transformou-a profundamente pela sua força popular, seu apreço pela cultura popular e sua própria noção de memória histórica.
Na música, Puçanga é cantora, song-writer e produtora musical. Lançou o álbum Fazer da Trip Coração (2021) e o EP Impish (2022). A palavra Puçanga significa feitiço ou remédio caseiro. Uma voz forte funde-se com os tons dark e bassy de um estilo de eletrónica experimental. Inspirada no folclore e em canções de resistência, a sua música explora questões de justiça social, feminismo e a eletricidade das emoções. Tocou em Portugal, Alemanha, Espanha e França. Na Festa do Avante, Musicbox, Cinema Batalha, Teatro Rivoli Porto, Casa do Capitão, ZDB, Sala Lisa, Oficinas do Convento, Carmo81, Damas, ADAO e outros. Em Berlim, integrou o Envisioning Free Space Conference – um evento com artistas internacionais reivindicando formas de empoderamento em comunidade. Em França, tocou no Dharma Techno – um festival que junta a prática de meditação, dança e música. Co-fundou Vozes Itinerantes, uma plataforma de investigação sobre a potência afetiva e política da voz, na música, na oralidade e na escrita. Realizou um concerto no Zigurfest (2023) integrando o Rancho Folclórico de Penude e a comunidade de Lamego.
Na educação, é co-fundadora de Histórias Invisíveis, projeto onde os alunos são desafiados a usar as artes para aprender sobre Direitos Humanos, questionar a História, as suas identidades e construir uma memória histórica justa. No projeto #StoriesThatMatter, com a Associação Almada Mundo, trabalha o storytelling com crianças. Terminou uma Residência Artística na Escola da Malagueira (Évora), instigada pelo projeto de mediação cultural 10X10 Ensaios entre Arte e Educação (Fundação Calouste Gulbenkian). Neste momento realiza na mesma escola o projecto Gestos que Lembram Abril – a criação de um coro com alunos ouvintes e surdos de músicas de resistência ao Estado Novo com o objetivo de contextualizar o fascismo português e a Revolução do 25 de Abril.
No cinema, trabalhou com Edgar Pêra e Manuel João Vieira. Trabalha ainda com Mariana Tengner Barros (A Bela Associação) como performer e filmmaker em vários projetos, nomeadamente no Floresta Invisível, tendo atuado no Teatro São Luiz, no Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco), na rua e outros espaços.
Interrogando as tecnologias do complexo capital-colonial, olha para os limiares de aumentação mediática, as dimensões infraestruturais da realidade e seus desvios socioespaciais.
Como professor, produtor e cozinheiro, foca-se no cooperativismo e nas construções políticas do ruído e do erro através da autogestão. Coorganiza com frequência eventos em espaços públicos e comunitários como o Lanche Misto, Porto Noise Bombing e a Amostra Grátis – Mostra Audiovisual Livre. É integrante da Cooperativa Cesta – iniciativa cultural e organização política no Porto (PT).
A sua prática cruza o cinema analógico, a animação e a colagem, incorporando métodos de trabalho analógico para explorar a perceção, a memória e o sentido de pertença através da materialidade da imagem.
Os seus filmes foram apresentados em festivais como a Berlinale, o IFFR Rotterdam e o Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, tendo também integrado sessões monográficas em espaços como o Festival de Valdivia, a Filmoteca da Catalunha e o festival Obskura, em Rennes.
É programadora do (S8) Mostra de Cinema Periférico, na Corunha, professora na Universidade Camilo José Cela, em Madrid, e orienta regularmente oficinas e conversas dedicadas ao cinema experimental.
Elisa Pône
Elisa Pône (1979) é uma artista transdisciplinar francesa baseada em Lisboa.
Representada pela Galeria Michel Rein, em Paris e Bruxelas.
Estudou História da Arte na Universidade de Paris X-Nanterre e graduou-se em Artes Visuais na Escola Superior Nacional de Artes de Paris-Cergy em 2005. Em 2015, seguiu o Programa de Estudo Independente Maumaus em Lisboa. Estudou Engenharia de Som na World Academy, em Carnaxide.
Elisa Pône manipula materiais visuais e sonoros, demonstrando um interesse particular pela ambivalência, pelo excesso e pelos efeitos de duplo vínculo. Atenta ao contexto, joga com as dissonâncias e procura evocar as dinâmicas internas dos espaços expositivos na sua interação com as obras. Gosta especialmente de trabalhar com materiais que expressam autodeterminação, que ultrapassam os próprios limites – como fogos de artifício, ceras, polímeros, bem como drones e ecos. Os seus comportamentos desafiam a noção de autoria, procurando uma tensão na matéria entre processos e finalidades. O potencial de transformação dos materiais está ligado à noção de duração, que é central na sua investigação, sendo que grande parte da sua produção é dita Time Based.
Colabora em projetos sonoros e performativos com o músico Rodrigo Dias, o poeta Nuno Marques e o Ensemble Decadente (coletivo Estrela Decadente).
Seu trabalho integrou colecções públicas e privadas como o FNAC - Fonds National d’Art Contemporain, Paris, o FRAC Poitou - Charentes, a Collection Départementale de la Seine-Saint-Denis, o MACAM - Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, a Collection Jean-Conrad e Isabelle Lemaître.
Das suas exposições e performances destacam-se Bands of Mercy (Mala, Lisboa), Boca Musgo com Davide Balula (Figura Avulsa, Lisboa), Hidden Track com o Ensemble Decadente (Fundação Serralves, Porto e MACE Elvas), ANDOR! (Póvoa de Varzim, Performing the Archive), Falso Sol, Falsos Olhos (Quadrum, Lisboa, Estelle Nabeyrat), Arder-Havir com Julien Perez (L’Onde, Velizy, Léo Guy Denarcy), À la vague suivante que la suivante efface (BBB, Toulouse, Marie Bechetoille), Rocking Spectrum (12Mail, Paris, Guillaume Sorge), The Third Nape (Openspace, Nancy, Vincent Verlé), FOMO (la Friche Belle de Mai, Marselha), Alliance Caustique, l’Écho des Spectres com Eric Arletti (Centre Pompidou, Paris, Géraldine Gomez).
Mafalda Costa
Mafalda Costa (1996) é artista multidisciplinar, vive e trabalha na cidade do Porto. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, em 2019.
A sua prática desenvolve-se a partir das ficções que cria sobre plantas e sonhos. Invoca o misticismo presente nos materiais naturais e nos mitos encontrados, tratando-os como objetos mágicos. Explora diferentes práticas artesanais e desenvolve o seu trabalho visual através do desenho, da escultura e da instalação.
Paralelamente, dedica-se ao trabalho coletivo, através da participação em projetos colaborativos, publicações independentes e contextos educativos. Nos últimos anos integrou diversas exposições coletivas locais e internacionais, como In Bloom (A Leste, Porto), Desenho (Galeria EyetoPencil, Londres), Cheia (Branda, Porto), Um Século de Moedas (EGEU, Lisboa) e Dose 5 (Balcony Gallery, Lisboa).
Marcelo Reis
Marcelo Reis (Porto, 1993), é artista plástico e produtor musical. Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e doutorando em Artes Plásticas na FBAUP.
A sua prática foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta.
No seu corpo de trabalho destacam-se os seguintes momentos: Análise de um Paraíso Fugaz, desenvolvido em colaboração com Mariana Vilanova no âmbito da residência Scale Travels, no Gnration e no INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, em fevereiro de 2023; Cutting Glass Wreaths, primeira exposição individual, apresentada na Rampa em abril de 2023; Quartzo Leitoso para Professar Estase, apresentado na galeria Ocupa em dezembro de 2024; e a colaboração, em dezembro de 2023, no trabalho de Diogo Tudela apresentado em Serralves, em conjunto com Dinis Duarte, Francisco Antão, Juan Toboso, Maria Coutinho e Ricardo Jacinto.
Mais recentemente apresentou Couros #2 na exposição coletiva "Terreno Escorregadio" com curadoria de Carolina Fangueiro e Letícia Costelha.
laboratório da cave
LABORATÓRIO DA CAVE é um grupo informal de artistas, cineastas e pesquisadores, dedicado à prática e estudo com películas cinematográficas 16mm, super8 e outros pequenos formatos. Este grupo formou-se no Verão de 2022, em Lisboa, parcialmente no seguimento da Casa do Xisto - Laboratório Imersivo de 16mm, uma residência artística dedicada a práticas de filmagem e revelação em 16mm e a processos ecológicos de revelação.
Movides pelo desejo de continuar a praticar o que aprenderam durante a residência imersiva de 16mm e pela constatação da inexistência de um laboratório deste género em Lisboa, decidimos continuar a reunir informalmente para nos instigarmos mutuamente a continuar a experimentar, a produzir e a filmar em torno de uma cultura cinematográfica baseada na materialidade e tactilidade. Desde então, o grupo cresceu organicamente, sendo actualmente composto por mais de 30 pessoas, que decidiram trabalhar em grupos de trabalho autónomos organizados de acordo com interesses de pesquisa, de experimentação ou de aprendizagem.
O nome do nosso grupo surge do facto de o primeiro laboratório que ocupámos temporariamente em Lisboa ter sido um laboratório de fotografia abandonado na cave de uma universidade. No entanto, até hoje, somos um colectivo sem laboratório fixo, vivendo da natureza itinerante das nossas aventuras foto-alquímicas e de algumas motivações partilhadas para filmar em conjunto que fixámos neste manifesto.
Ao partilhar o nosso conhecimento, tempo, recursos e equipamentos, estamos também a tentar tornar este meio mais acessível a todas as pessoas interessadas e a produzir filmes de uma forma mais colaborativa e, portanto, mais alinhada com o espírito do "do-it-together", ou “façam juntes”, que tanto nos inspirou inicialmente.
(Aline Belfort, Amanda Devulsky, Ana Manana, Ágata de Pinho, Anastasia Lukovnikova, Bibi Dória, Dominika Kováčová, Ian Capillé, Joana Lourenço, Juliana Julieta, Kilhan Wittock, Laura Batitucci, Lucas Camargo de Barros, Mariana Santana, Marie Fages, Marta Simões, Maura Grimaldi, Patricia Black, Pedro Ivo, Sofia Pires, Tiago Almança, Thibault Solinhac, Vanja Milena, Violena Ampudia, Vitor Neto Carvalho)
Trabalha nos campos do teatro, cinema e escrita, desenvolvendo frequentemente performances site-specific, onde a luz e a paisagem assumem um papel central. Nos últimos anos, tem-se dedicado a projectos em ecossistemas em rápida transformação, cruzando prática artística com investigação de campo e colaboração com cientistas e comunidades locais.
Júlio alves
Júlio Alves é licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas pela FLUL e mestre em Linguística pela mesma instituição.
Foi aluno de excelência na licenciatura e no mestrado, tendo obtido em 2018 a mais alta classificação nacional de entrada no ensino superior. É poliglota, fluente em português, inglês, italiano, espanhol, grego clássico e latim. Escreve poesia e frequenta atualmente a licenciatura em Matemática e Computação Aplicada na Universidade Autónoma de Lisboa.
Victoria catarino
Victoria Catarino é artista multidisciplinar, nascida no Rio de Janeiro e radicada em Lisboa. Frequentou a licenciatura em Ciências Sociais na Faculdade Federal Rural do Rio de Janeiro, é formada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em Produção Audiovisual pela Escola 35mm.
Trabalha principalmente com escrita criativa, som experimental, performance, fotografia analógica, produção audiovisual e cruzamentos disciplinares. Victoria é autora de Pele, projeto ativo de som experimental que originou a performance de longa duração "Escreva, Pele, Escreva", e o projeto de fotografia analógica Wedding Cake, que esteve patente no Museu Municipal de Espinho. A escultura é também um formato recorrente em sua prática artística. Victoria sustenta uma linguagem conceptual dicotómica entre a poética e a política – promovendo um acercamento entre a sociologia, a ciência política e a arte – afunilada frequentemente por preocupações a nível de género, raça, capitalismo e histórico colonial; tendo esses aspetos como essenciais para a criação do seu universo artístico.
Rimvydas Naktinis
Rimvydas Naktinis é engenheiro de inteligência artificial com foco em ciência cognitiva, nascido na Lituânia e radicado em Lisboa.
Possui sólida experiência em machine learning e desenvolvimento de produtos. O seu trabalho posiciona-se na interseção entre sistemas inteligentes e aplicações criativas; um espaço onde a tecnologia se transforma num meio de expressão artística. Em Ghostwriter, Rimvydas colaborou diretamente com Victoria Catarino no desenvolvimento técnico e conceptual da obra. O seu papel foi fundamental na reconfiguração e programação da máquina de escrever obsoleta, integrando novas tecnologias inteligentes que permitiram automatizar o objeto. Através desta parceria entre a engenharia orientada para a ciência cognitiva e a expressão artística, foi possível a criação da autonomia mecânica e poética que define a instalação.
Renato cruz santos
Renato Cruz Santos é um artista multidisciplinar natural das Caxinas, norte de Portugal, e explora maioritariamente as temáticas da memória, do imaginário ficcionado e da desconstrução do real.
Grande parte do seu trabalho é produzido na sua terra natal onde tem vários projectos em desenvolvimento. Trabalha activamente em várias vertentes de fotografia como jornalismo, música, teatro, dança, cinema – dividindo-se maioritariamente entre o Porto e Lisboa.
Faz parte da Bind’O Peixe, associação para a preservação da memória, património e cultura nas Caxinas, onde recentemente foi curador do projecto e da exposição Ruas da Praia, resultado de um trabalho de pesquisa e de recolha de imagens oriundas de arquivos familiares junto da comunidade local e também St. John's 66, com o fotógrafo Wayne Ralph.
Como fotógrafo, tem realizado algumas exposições – a última, CAXIFORNIA, no Escola das Artes, Porto. Colabora regularmente com a Câmara Municipal do Porto, Galeria Municipal do Porto, Lovers & Lollypops, Porto Design Biennale, Culturgest, entre outros. Tem realizado também fotografias para capas de discos e para vários livros.
Em 2020, publicou Nortada - um livro de edição de autor, com um ensaio fotográfico onde são representados os efeitos da idiossincrática nortada nos metrosideros predominantes na marginal das Caxinas.
bruno moreno
Bruno Moreno (São Paulo, Brasil, 1988) é performer e coreógrafo com graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP).
Bruno Moreno (São Paulo, Brasil, 1988) é performer e coreógrafo com graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). (LER+)
Desde 2014 é colaborador da plataforma Marcelo Evelin/Demolition Incorporada. Performando nos trabalhos UIRAPURU (2022), Barricada (2019), A Invenção da Maldade (2019), Dança Doente (2017) e Batucada (2014), que vem sendo apresentados em festivais nacionais e internacionais tais como KunstenFestivaldesArts (Belgium), Bienal SESC de Dança (Brasil) e Kyoto Experiment (Japão).
Desde 2018, faz parte da direção artística e da equipe de programação do CAMPO arte contemporânea, um espaço de residência artística em Teresina, Piauí, onde colabora em projetos de formação, produção e criação artística.
Colaborou como performer com os coreógrafos Alejandro Ahmed (Grupo Cena 11 Cia de Dança), Luis Garay (Colombia/Alemanha) e foi membro do [pH2]: estado de teatro, criando trabalhos como performer e diretor coreográfico. Seus trabalhos partem de um pensamento coreográfico e oscilam entre a performance, a escultura e o vídeo.
Bruno participou do programa de residências do Espaço Alkantara (Lisboa), além de se apresentar na Mostra VERBO (São Paulo). Seus trabalhos em vídeo já participaram da Mostra de Cinema de Tiradentes, Ann Arbor (EUA), Short Waves (Polônia), Short Out (Itália), da revista Accesos do Museu Reina Sofia (Espanha), além de integrar o acervo de obras do MAC Paraná (Brasil). Foi um dos artistas residentes do PIVÔ Pesquisa 2024 (São Paulo) e em 2025 foi residente da Villa Arson em Nice, França. Seu mais recente trabalho, O Nascimento do Vento, foi indicado ao prêmio APCA Dança na categoria criação/coreografia.
nico espinoza
Nico Espinoza (Curicó, Chile, 1986) é um artista sonoro, compositor de sistemas e investigador baseado em Lisboa.
Sua prática interroga o devir mútuo da coletividade – como agências materiais, técnicas, naturais e humanas se enlaçam para configurar sistemas dinâmicos de relação. Sintonizando com a realidade através de uma sensibilidade sonora, o seu trabalho explora a reconfiguração contínua destes entrelaçamentos, investigando como ambientes, gestos e tecnologias se co-transformam.
sara massa
Sara Massa (São Miguel, Açores, 2002) vive e trabalha em Lisboa desde 2021. A artista transdisciplinar, licenciou-se em Arte e Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2024.
A sua prática artística investiga a dualidade identitária e a condição de 'insularidade deslocada', partindo da experiência de migração interna entre o arquipélago e a capital. Através de uma linguagem que cruza a sátira e o humor, procura desconstruir as fronteiras entre o pessoal e o político, o íntimo e o coletivo. O seu trabalho propõe uma reconfiguração da herança familiar e da tradição, operando uma superação das limitações herdadas para fundar uma 'Mitologia Individual', conceito ancorado na teoria de Harald Szeemann. Interessa-se pela exploração do 'estranho' (unheimlich) e a análise sociológica das reações humanas perante a rutura da normalidade, transformando a prática artística num campo de experimentação social.
teresa arega
Teresa Arega (Funchal, 1997) é licenciada em Artes Plásticas (2019) pela FBAUP e mestre em Intermedia pela mesma faculdade (2025).
Mesmo começado na escola da pintura, o seu trabalho expandiu-se para a edição e publicação, ensaio visual, vídeo experimental e instalação. A sua prática é research-based, com um foco expandido em filosofia da ciência, ciências tecnológicas e ficção científica. Mostra o seu trabalho nacional e internacionalmente desde 2014. Em 2023 começou “To measure currents, you need three basic tools”, um projecto que propõe o mundo natural como laboratório, cruzando ciência, tecnologia e arte, cuja primeira edição terminou em 2025.
momonimo
Momonimo é uma prática de food design e food art a trabalhar nas margens da experiência comestível.
Plant-based por convicção ética, o trabalho move-se entre supper clubs, jantares, workshops, instalações, food styling e design de produto. É atraída pela fermentação, foraging e pela questão do desperdício alimentar, com ingredientes locais e sazonais, processos lentos e atentos, a comida como ponto de entrada pelo corpo, pelo sabor, pelo objecto. É conduzida por Mónica Esteves a partir do Porto, com investigação contínua em fermentação e food design, e formação em arquitectura (MSc, FAUP), design de produto e industrial (MSc, FBAUP) e práticas culinárias.
mónia esteves
Mónica Esteves é food designer e artista a trabalhar nas margens da experiência alimentar.
De convicção plant-based, o seu trabalho cruza fermentação, foraging e a questão do (não)desperdício alimentar, com processos lentos e atentos a ingredientes locais e sazonais, na interseção entre conceito e sensação. O ponto de entrada é o corpo, o sabor, o gesto, o alimento. Através do projeto Momonimo, explora estas práticas em experiências que tocam o quotidiano, a ecologia e a relação com o que se come. Atualmente desenvolve uma investigação de mestrado em design de produto na FBAUP sobre fermentação espontânea como prática de cuidado e de relação com o mundo microbiano. O projeto Criaturas Invisíveis será apresentado pela primeira vez no festival Gentler Futures, em Lisboa, a 5 de junho de 2026, numa iteração centrada na regeneração de ecossistemas. A candidatura ao Temporal propõe uma versão do mesmo projeto orientada para a dimensão temporal e duracional da fermentação.
FUNCHO Cozinha Transformativa
Brotando de uma grande vontade de encontrar na comida, e no ato de cozinhar, um mecanismo curativo que a restabelecesse como conforto, o FUNCHO é um projeto de cozinha vegana feita de raíz que o artista transdisciplinar Bá de Sá mantém desde 2022.
bá de sá
Nascido em 1997 no Vale do Ave, Bá de Sá é co-criador e coordenador do FUNCHO Catering Vegan desde 2022.
Licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais com um minor em Antropologia em 2018, pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH) e está atualmente em pausa com o mestrado em História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O seu enfoque académico contempla poder, educação, cultura e género de uma perspectiva transfeminista interseccional e anti autoritária. Focado na escala da sua comunidade, tem artigos informais publicados em blogs de amigos e projetos paralelos.
Trabalhador precário de vários biscate, na restauração (onde ainda aprende muito e faz turnos pontuais) foi e é cozinheiro, empregado de mesa, barista, chefe de sala, copeiro, barperson (NOLA Kitchen, Urraca, Mafalda’s) desde 2015. Cozinheiro vegan na esfera pessoal e coletiva há mais de 10 anos, co-criou o FUNCHO como projeto de cozinha transformativa depois de assumir a sua identidade trans não binária em 2022. Atualmente, e ao sabor dos caminhos do projeto, faz e coordena o FUNCHO de forma autogerida, da cozinha à linha editorial, contando com ajuda e cooperação de amigues nas ocasiões mais exigentes.
Na esfera artística, é performer, letrista, vocalista, styler e faz, pontualmente, produção cultural. Com lançamentos autoeditados em nome próprio (despertador 00:25, 2020) e, desde 2019, é voz e corpo na banda portuense bcc (BCC, 2022), da qual é membro fundador e desde 2025 integra, também no Porto, Duo São Mansinhos. Upcycler e dumpsterdiver convicto, direciona, atualmente, o seu trabalho na exploração plástica de materiais têxteis e polímeros reaproveitados num exercício de memória e futuro em costura transformativa, âmbito no qual também facilita a Oficina de Upcycling. Foi produtor cultural no coletivo multidisciplinar Culetivo Feira, 2023, e também, o coordenador da produção da única edição do festival Donães à Mostra 2021, Guimarães. É freelance de curadoria de figurinos, styling e direção criativa, produção.
Organiza e participa em várias Mostras e Exposições dentro da área do Cinema desde 1999, tendo participado em eventos na Europa, Marrocos, Brasil e Cabo-Verde. Colaborou e trabalhado com instituições como o Cineclube do Porto, Cineclube Amazonas Douro e a Associação de Iniciativas Culturais e Artísticas, no Porto, (AICART). Tendo trabalhado maioritariamente no género experimental e em película, é o criador original de uma técnica inovadora intitulada “A Alquimia do Cinema”.
É um dos sócios fundadores do projecto Átomo47, o único laboratório de cinema independente do país, inaugurado em 2007, onde actualmente trabalha e colabora com a Casa da Imagem em V.N. de Gaia. A Átomo47 faz parte de uma lista internacional de 40 laboratórios independentes. É responsável pelo laboratório de revelação do Laboratório Imersivo de 16mm na Casa do Xisto.
teresacomcerteza
TeresaComCerteza nasceu em Leiria em 1997. Em 2020 concluiu a licenciatura em Som e Imagem na Esad.Cr.
Artista multidisciplinar, utiliza os diferentes media como forma de documentação, representação e criação. A utilização da ciência e da tecnologia são presenças muito fortes no seu trabalho, de forma experimental, muitas vezes com a intenção de criar ambientes e espaços imersivos onde o tempo se perde nele próprio.
Atualmente a viver no Porto, encontra-se a fazer Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE. Tecnicamente, o seu trabalha contorna as áreas da fotografia, vídeo e som, seja a captar ou a editar. Tem também experiência na gestão de redes sociais e na área da produção.
sofia belém
Sofia Belém (2005), nascida em Recife e criada em São Paulo, Brasil. Frequentou a especialização em Gravura e Serigrafia na Escola Artística António Arroio (Lisboa) e é licenciada em Estudos Comparatistas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A artista trabalha principalmente com pintura à óleo e técnicas de impressão, mas também escreve ensaios e poesia. Sua prática artística centra-se principalmente em sua própria identidade diaspórica e na representação do seu corpo, além de utilizar motivos marinhos, ruínas e artefatos como meios de acessar o passado.
Fundou em 2022 a editora independente Passatempo, onde edita bandas desenhadas, fotozines e poesias de artistas do eixo Brasil-Portugal e de si própria. Já participou de quatro exposições coletivas com pranchas de banda desenhada, gravuras e serigrafias.
Ana carvalho dos santos
Ana Carvalho dos Santos (1996) é uma artista interdisciplinar residente no Porto. Dedica grande parte da sua prática à exploração de questões que abordam as dicotomias entre o real e o imaginário, o concreto e o abstrato, o material e o imaterial.
A natureza, e os seus mecanismos cíclicos e infinitos, surgem como um dos principais objetos de estudo e um aliado na sua prática artística, sendo um tema central em vários projectos artísticos. O seu trabalho centra-se na produção de obras audiovisuais, que vão desde a instalação, performance, arte visual e som. Nos últimos anos, tem também explorado frequentemente o desenho, que funciona como motor da imaginação e da criação de várias das suas obras. Utilizando como metodologia processos experimentais de captação e manipulação de imagem e som, procura continuamente criar relações simbióticas entre a natureza, o ser humano e a tecnologia, numa era digital e antropocêntrica.
re-re-re studio
Uma nova prática de design fundada por Eva Gonçalves e Rita Mota, colaboradoras de longa data, com sede em Lisboa, Porto e Berlim. O estúdio dedica-se principalmente a projetos culturais e sociais, desenvolvendo formatos de grande e pequena escala que apoiam e ampliam as ideias apresentadas.
O seu processo é moldado por metodologias colaborativas e inclusivas, nas quais os parceiros e colaboradores são participantes ativos na construção de imagens, sistemas e narrativas. O estúdio não acredita em grandes egos nem no estrelato, concentrando-se em hierarquias horizontais e na construção coletiva e partilhada de mundos.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto
Juliana Julieta
Juliana Julieta, artista visual e realizadora que trabalha entre Pintura e Cinema Experimental.
Licenciada e Mestre em Pintura.
Da Pintura a óleo ao Cinema Experimental, explora a fisicalidade dos materiais e processos, investigando uma relação tátil, sensorial, cumulativa e fenomenológica de criar imagens. Trabalha com revelação alternativa de película e práticas artesanais, expandindo o cinema para a performance da imagem em movimento.
Os seus filmes foram mostrados no Curtas Vila do Conde, IndieLisboa, Centro de Arte Oliva, Queer Porto, Festival (S8), Anthology Film Archives, entre outros. Foi vencedora da MNJC 2023 e nomeada para o Sovereign Portuguese Art Prize 2024, ano em que a sua obra integrou a coleção pública CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado e Pláka Aquisições (Porto).
Em 2022, durante a residência na MONO NO AWARE (NY, bolsa FLAD), trabalhou na equipa de produção do festival da Mono No Aware, que lhe instalou a semente para um dia criar um festival do género, ajustado às características e necessidades do contexto nacional. Assim nasceu a ideia de criar o Temporal.
Trabalha entre a programação, produção e realização de cinema e de projetos culturais e comunitários (Cineclube Campo Aberto, Cine à Roda, El Warcha Lisboa, Intendente Insurgente, Livraria das Insurgentes); a auto-publicação e a edição independente, através da sua micro-editora chamada “Sozinha em Casa”; e a educação não formal. Dedica-se igualmente à pesquisa e experimentação com práticas fotoquímicas e cinematográficas artesanais, colaborativas e independentes (Sustainable Darkroom, Laboratório da Cave). A sua pesquisa move-se em torno das questões da linguagem, da memória e das formas e razões pelas quais nos contamos. O seu trabalho tem sido apresentado na forma de projeções de cinema, fanzines e pequenas edições autopublicadas, leituras públicas, oficinas e eventos comunitários.
Como trabalhadora e organizadora cultural, tem trabalhado, numa transversalidade de papeis, tanto em Portugal como no estrangeiro, com organizações como Wim Wenders Stiftung, O Som e a Fúria, STET – Livros & Fotografias, Brotéria, Fábrica das Palavras – Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, Molt Films, Risi Film, Sombronautas, entre outras.
Desde 2019, que, sozinha, encontra formas de organizar de forma independente o Cineclube Campo Aberto. E foi assim que aceitou o convite para trazer alguma dessa experiência para o Temporal.
Licenciada em Cinema na ULHT (Lisboa) e com Mestrado em Teoria, Estética e Memória na Université Paris 8 e na Universidad de Buenos Aires – Filosofia y Letras, com a tese "Descolonizando: o Tercer Cine, a Argentina e o cinema político dos anos 1960-70". Viveu na Argentina, França e Portugal. Em Buenos Aires, integrou o Curso de Composição Musical com Ricardo Cappellano no Conservatório Manuel de Falla. A cultura argentina transformou-a profundamente pela sua força popular, seu apreço pela cultura popular e sua própria noção de memória histórica.
Na música, Puçanga é cantora, song-writer e produtora musical. Lançou o álbum Fazer da Trip Coração (2021) e o EP Impish (2022). A palavra Puçanga significa feitiço ou remédio caseiro. Uma voz forte funde-se com os tons dark e bassy de um estilo de eletrónica experimental. Inspirada no folclore e em canções de resistência, a sua música explora questões de justiça social, feminismo e a eletricidade das emoções. Tocou em Portugal, Alemanha, Espanha e França. Na Festa do Avante, Musicbox, Cinema Batalha, Teatro Rivoli Porto, Casa do Capitão, ZDB, Sala Lisa, Oficinas do Convento, Carmo81, Damas, ADAO e outros. Em Berlim, integrou o Envisioning Free Space Conference – um evento com artistas internacionais reivindicando formas de empoderamento em comunidade. Em França, tocou no Dharma Techno – um festival que junta a prática de meditação, dança e música. Co-fundou Vozes Itinerantes, uma plataforma de investigação sobre a potência afetiva e política da voz, na música, na oralidade e na escrita. Realizou um concerto no Zigurfest (2023) integrando o Rancho Folclórico de Penude e a comunidade de Lamego.
Na educação, é co-fundadora de Histórias Invisíveis, projeto onde os alunos são desafiados a usar as artes para aprender sobre Direitos Humanos, questionar a História, as suas identidades e construir uma memória histórica justa. No projeto #StoriesThatMatter, com a Associação Almada Mundo, trabalha o storytelling com crianças. Terminou uma Residência Artística na Escola da Malagueira (Évora), instigada pelo projeto de mediação cultural 10X10 Ensaios entre Arte e Educação (Fundação Calouste Gulbenkian). Neste momento realiza na mesma escola o projecto Gestos que Lembram Abril – a criação de um coro com alunos ouvintes e surdos de músicas de resistência ao Estado Novo com o objetivo de contextualizar o fascismo português e a Revolução do 25 de Abril.
No cinema, trabalhou com Edgar Pêra e Manuel João Vieira. Trabalha ainda com Mariana Tengner Barros (A Bela Associação) como performer e filmmaker em vários projetos, nomeadamente no Floresta Invisível, tendo atuado no Teatro São Luiz, no Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco), na rua e outros espaços.
Interrogando as tecnologias do complexo capital-colonial, olha para os limiares de aumentação mediática, as dimensões infraestruturais da realidade e seus desvios socioespaciais.
Como professor, produtor e cozinheiro, foca-se no cooperativismo e nas construções políticas do ruído e do erro através da autogestão. Coorganiza com frequência eventos em espaços públicos e comunitários como o Lanche Misto, Porto Noise Bombing e a Amostra Grátis – Mostra Audiovisual Livre. É integrante da Cooperativa Cesta – iniciativa cultural e organização política no Porto (PT).
A sua prática cruza o cinema analógico, a animação e a colagem, incorporando métodos de trabalho analógico para explorar a perceção, a memória e o sentido de pertença através da materialidade da imagem.
Os seus filmes foram apresentados em festivais como a Berlinale, o IFFR Rotterdam e o Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, tendo também integrado sessões monográficas em espaços como o Festival de Valdivia, a Filmoteca da Catalunha e o festival Obskura, em Rennes.
É programadora do (S8) Mostra de Cinema Periférico, na Corunha, professora na Universidade Camilo José Cela, em Madrid, e orienta regularmente oficinas e conversas dedicadas ao cinema experimental.
Elisa Pône
Elisa Pône (1979) é uma artista transdisciplinar francesa baseada em Lisboa.
Representada pela Galeria Michel Rein, em Paris e Bruxelas.
Estudou História da Arte na Universidade de Paris X-Nanterre e graduou-se em Artes Visuais na Escola Superior Nacional de Artes de Paris-Cergy em 2005. Em 2015, seguiu o Programa de Estudo Independente Maumaus em Lisboa. Estudou Engenharia de Som na World Academy, em Carnaxide.
Elisa Pône manipula materiais visuais e sonoros, demonstrando um interesse particular pela ambivalência, pelo excesso e pelos efeitos de duplo vínculo. Atenta ao contexto, joga com as dissonâncias e procura evocar as dinâmicas internas dos espaços expositivos na sua interação com as obras. Gosta especialmente de trabalhar com materiais que expressam autodeterminação, que ultrapassam os próprios limites – como fogos de artifício, ceras, polímeros, bem como drones e ecos. Os seus comportamentos desafiam a noção de autoria, procurando uma tensão na matéria entre processos e finalidades. O potencial de transformação dos materiais está ligado à noção de duração, que é central na sua investigação, sendo que grande parte da sua produção é dita Time Based.
Colabora em projetos sonoros e performativos com o músico Rodrigo Dias, o poeta Nuno Marques e o Ensemble Decadente (coletivo Estrela Decadente).
Seu trabalho integrou colecções públicas e privadas como o FNAC - Fonds National d’Art Contemporain, Paris, o FRAC Poitou - Charentes, a Collection Départementale de la Seine-Saint-Denis, o MACAM - Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, a Collection Jean-Conrad e Isabelle Lemaître.
Das suas exposições e performances destacam-se Bands of Mercy (Mala, Lisboa), Boca Musgo com Davide Balula (Figura Avulsa, Lisboa), Hidden Track com o Ensemble Decadente (Fundação Serralves, Porto e MACE Elvas), ANDOR! (Póvoa de Varzim, Performing the Archive), Falso Sol, Falsos Olhos (Quadrum, Lisboa, Estelle Nabeyrat), Arder-Havir com Julien Perez (L’Onde, Velizy, Léo Guy Denarcy), À la vague suivante que la suivante efface (BBB, Toulouse, Marie Bechetoille), Rocking Spectrum (12Mail, Paris, Guillaume Sorge), The Third Nape (Openspace, Nancy, Vincent Verlé), FOMO (la Friche Belle de Mai, Marselha), Alliance Caustique, l’Écho des Spectres com Eric Arletti (Centre Pompidou, Paris, Géraldine Gomez).
Mafalda Costa
Mafalda Costa (1996) é artista multidisciplinar, vive e trabalha na cidade do Porto. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, em 2019.
A sua prática desenvolve-se a partir das ficções que cria sobre plantas e sonhos. Invoca o misticismo presente nos materiais naturais e nos mitos encontrados, tratando-os como objetos mágicos. Explora diferentes práticas artesanais e desenvolve o seu trabalho visual através do desenho, da escultura e da instalação.
Paralelamente, dedica-se ao trabalho coletivo, através da participação em projetos colaborativos, publicações independentes e contextos educativos. Nos últimos anos integrou diversas exposições coletivas locais e internacionais, como In Bloom (A Leste, Porto), Desenho (Galeria EyetoPencil, Londres), Cheia (Branda, Porto), Um Século de Moedas (EGEU, Lisboa) e Dose 5 (Balcony Gallery, Lisboa).
Marcelo Reis
Marcelo Reis (Porto, 1993), é artista plástico e produtor musical. Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e doutorando em Artes Plásticas na FBAUP.
A sua prática foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta.
No seu corpo de trabalho destacam-se os seguintes momentos: Análise de um Paraíso Fugaz, desenvolvido em colaboração com Mariana Vilanova no âmbito da residência Scale Travels, no Gnration e no INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, em fevereiro de 2023; Cutting Glass Wreaths, primeira exposição individual, apresentada na Rampa em abril de 2023; Quartzo Leitoso para Professar Estase, apresentado na galeria Ocupa em dezembro de 2024; e a colaboração, em dezembro de 2023, no trabalho de Diogo Tudela apresentado em Serralves, em conjunto com Dinis Duarte, Francisco Antão, Juan Toboso, Maria Coutinho e Ricardo Jacinto.
Mais recentemente apresentou Couros #2 na exposição coletiva "Terreno Escorregadio" com curadoria de Carolina Fangueiro e Letícia Costelha.
laboratório da cave
LABORATÓRIO DA CAVE é um grupo informal de artistas, cineastas e pesquisadores, dedicado à prática e estudo com películas cinematográficas 16mm, super8 e outros pequenos formatos. Este grupo formou-se no Verão de 2022, em Lisboa, parcialmente no seguimento da Casa do Xisto - Laboratório Imersivo de 16mm, uma residência artística dedicada a práticas de filmagem e revelação em 16mm e a processos ecológicos de revelação.
Movides pelo desejo de continuar a praticar o que aprenderam durante a residência imersiva de 16mm e pela constatação da inexistência de um laboratório deste género em Lisboa, decidimos continuar a reunir informalmente para nos instigarmos mutuamente a continuar a experimentar, a produzir e a filmar em torno de uma cultura cinematográfica baseada na materialidade e tactilidade. Desde então, o grupo cresceu organicamente, sendo actualmente composto por mais de 30 pessoas, que decidiram trabalhar em grupos de trabalho autónomos organizados de acordo com interesses de pesquisa, de experimentação ou de aprendizagem.
O nome do nosso grupo surge do facto de o primeiro laboratório que ocupámos temporariamente em Lisboa ter sido um laboratório de fotografia abandonado na cave de uma universidade. No entanto, até hoje, somos um colectivo sem laboratório fixo, vivendo da natureza itinerante das nossas aventuras foto-alquímicas e de algumas motivações partilhadas para filmar em conjunto que fixámos neste manifesto.
Ao partilhar o nosso conhecimento, tempo, recursos e equipamentos, estamos também a tentar tornar este meio mais acessível a todas as pessoas interessadas e a produzir filmes de uma forma mais colaborativa e, portanto, mais alinhada com o espírito do "do-it-together", ou “façam juntes”, que tanto nos inspirou inicialmente.
(Aline Belfort, Amanda Devulsky, Ana Manana, Ágata de Pinho, Anastasia Lukovnikova, Bibi Dória, Dominika Kováčová, Ian Capillé, Joana Lourenço, Juliana Julieta, Kilhan Wittock, Laura Batitucci, Lucas Camargo de Barros, Mariana Santana, Marie Fages, Marta Simões, Maura Grimaldi, Patricia Black, Pedro Ivo, Sofia Pires, Tiago Almança, Thibault Solinhac, Vanja Milena, Violena Ampudia, Vitor Neto Carvalho)
Trabalha nos campos do teatro, cinema e escrita, desenvolvendo frequentemente performances site-specific, onde a luz e a paisagem assumem um papel central. Nos últimos anos, tem-se dedicado a projectos em ecossistemas em rápida transformação, cruzando prática artística com investigação de campo e colaboração com cientistas e comunidades locais.
Júlio alves
Júlio Alves é licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas pela FLUL e mestre em Linguística pela mesma instituição.
Foi aluno de excelência na licenciatura e no mestrado, tendo obtido em 2018 a mais alta classificação nacional de entrada no ensino superior. É poliglota, fluente em português, inglês, italiano, espanhol, grego clássico e latim. Escreve poesia e frequenta atualmente a licenciatura em Matemática e Computação Aplicada na Universidade Autónoma de Lisboa.
Victoria catarino
Victoria Catarino é artista multidisciplinar, nascida no Rio de Janeiro e radicada em Lisboa. Frequentou a licenciatura em Ciências Sociais na Faculdade Federal Rural do Rio de Janeiro, é formada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em Produção Audiovisual pela Escola 35mm.
Trabalha principalmente com escrita criativa, som experimental, performance, fotografia analógica, produção audiovisual e cruzamentos disciplinares. Victoria é autora de Pele, projeto ativo de som experimental que originou a performance de longa duração "Escreva, Pele, Escreva", e o projeto de fotografia analógica Wedding Cake, que esteve patente no Museu Municipal de Espinho. A escultura é também um formato recorrente em sua prática artística. Victoria sustenta uma linguagem conceptual dicotómica entre a poética e a política – promovendo um acercamento entre a sociologia, a ciência política e a arte – afunilada frequentemente por preocupações a nível de género, raça, capitalismo e histórico colonial; tendo esses aspetos como essenciais para a criação do seu universo artístico.
Rimvydas Naktinis
Rimvydas Naktinis é engenheiro de inteligência artificial com foco em ciência cognitiva, nascido na Lituânia e radicado em Lisboa.
Possui sólida experiência em machine learning e desenvolvimento de produtos. O seu trabalho posiciona-se na interseção entre sistemas inteligentes e aplicações criativas; um espaço onde a tecnologia se transforma num meio de expressão artística. Em Ghostwriter, Rimvydas colaborou diretamente com Victoria Catarino no desenvolvimento técnico e conceptual da obra. O seu papel foi fundamental na reconfiguração e programação da máquina de escrever obsoleta, integrando novas tecnologias inteligentes que permitiram automatizar o objeto. Através desta parceria entre a engenharia orientada para a ciência cognitiva e a expressão artística, foi possível a criação da autonomia mecânica e poética que define a instalação.
Renato cruz santos
Renato Cruz Santos é um artista multidisciplinar natural das Caxinas, norte de Portugal, e explora maioritariamente as temáticas da memória, do imaginário ficcionado e da desconstrução do real.
Grande parte do seu trabalho é produzido na sua terra natal onde tem vários projectos em desenvolvimento. Trabalha activamente em várias vertentes de fotografia como jornalismo, música, teatro, dança, cinema – dividindo-se maioritariamente entre o Porto e Lisboa.
Faz parte da Bind’O Peixe, associação para a preservação da memória, património e cultura nas Caxinas, onde recentemente foi curador do projecto e da exposição Ruas da Praia, resultado de um trabalho de pesquisa e de recolha de imagens oriundas de arquivos familiares junto da comunidade local e também St. John's 66, com o fotógrafo Wayne Ralph.
Como fotógrafo, tem realizado algumas exposições – a última, CAXIFORNIA, no Escola das Artes, Porto. Colabora regularmente com a Câmara Municipal do Porto, Galeria Municipal do Porto, Lovers & Lollypops, Porto Design Biennale, Culturgest, entre outros. Tem realizado também fotografias para capas de discos e para vários livros.
Em 2020, publicou Nortada - um livro de edição de autor, com um ensaio fotográfico onde são representados os efeitos da idiossincrática nortada nos metrosideros predominantes na marginal das Caxinas.
bruno moreno
Bruno Moreno (São Paulo, Brasil, 1988) é performer e coreógrafo com graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP).
Bruno Moreno (São Paulo, Brasil, 1988) é performer e coreógrafo com graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). (LER+)
Desde 2014 é colaborador da plataforma Marcelo Evelin/Demolition Incorporada. Performando nos trabalhos UIRAPURU (2022), Barricada (2019), A Invenção da Maldade (2019), Dança Doente (2017) e Batucada (2014), que vem sendo apresentados em festivais nacionais e internacionais tais como KunstenFestivaldesArts (Belgium), Bienal SESC de Dança (Brasil) e Kyoto Experiment (Japão).
Desde 2018, faz parte da direção artística e da equipe de programação do CAMPO arte contemporânea, um espaço de residência artística em Teresina, Piauí, onde colabora em projetos de formação, produção e criação artística.
Colaborou como performer com os coreógrafos Alejandro Ahmed (Grupo Cena 11 Cia de Dança), Luis Garay (Colombia/Alemanha) e foi membro do [pH2]: estado de teatro, criando trabalhos como performer e diretor coreográfico. Seus trabalhos partem de um pensamento coreográfico e oscilam entre a performance, a escultura e o vídeo.
Bruno participou do programa de residências do Espaço Alkantara (Lisboa), além de se apresentar na Mostra VERBO (São Paulo). Seus trabalhos em vídeo já participaram da Mostra de Cinema de Tiradentes, Ann Arbor (EUA), Short Waves (Polônia), Short Out (Itália), da revista Accesos do Museu Reina Sofia (Espanha), além de integrar o acervo de obras do MAC Paraná (Brasil). Foi um dos artistas residentes do PIVÔ Pesquisa 2024 (São Paulo) e em 2025 foi residente da Villa Arson em Nice, França. Seu mais recente trabalho, O Nascimento do Vento, foi indicado ao prêmio APCA Dança na categoria criação/coreografia.
nico espinoza
Nico Espinoza (Curicó, Chile, 1986) é um artista sonoro, compositor de sistemas e investigador baseado em Lisboa.
Sua prática interroga o devir mútuo da coletividade – como agências materiais, técnicas, naturais e humanas se enlaçam para configurar sistemas dinâmicos de relação. Sintonizando com a realidade através de uma sensibilidade sonora, o seu trabalho explora a reconfiguração contínua destes entrelaçamentos, investigando como ambientes, gestos e tecnologias se co-transformam.
sara massa
Sara Massa (São Miguel, Açores, 2002) vive e trabalha em Lisboa desde 2021. A artista transdisciplinar, licenciou-se em Arte e Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2024.
A sua prática artística investiga a dualidade identitária e a condição de 'insularidade deslocada', partindo da experiência de migração interna entre o arquipélago e a capital. Através de uma linguagem que cruza a sátira e o humor, procura desconstruir as fronteiras entre o pessoal e o político, o íntimo e o coletivo. O seu trabalho propõe uma reconfiguração da herança familiar e da tradição, operando uma superação das limitações herdadas para fundar uma 'Mitologia Individual', conceito ancorado na teoria de Harald Szeemann. Interessa-se pela exploração do 'estranho' (unheimlich) e a análise sociológica das reações humanas perante a rutura da normalidade, transformando a prática artística num campo de experimentação social.
teresa arega
Teresa Arega (Funchal, 1997) é licenciada em Artes Plásticas (2019) pela FBAUP e mestre em Intermedia pela mesma faculdade (2025).
Mesmo começado na escola da pintura, o seu trabalho expandiu-se para a edição e publicação, ensaio visual, vídeo experimental e instalação. A sua prática é research-based, com um foco expandido em filosofia da ciência, ciências tecnológicas e ficção científica. Mostra o seu trabalho nacional e internacionalmente desde 2014. Em 2023 começou “To measure currents, you need three basic tools”, um projecto que propõe o mundo natural como laboratório, cruzando ciência, tecnologia e arte, cuja primeira edição terminou em 2025.
momonimo
Momonimo é uma prática de food design e food art a trabalhar nas margens da experiência comestível.
Plant-based por convicção ética, o trabalho move-se entre supper clubs, jantares, workshops, instalações, food styling e design de produto. É atraída pela fermentação, foraging e pela questão do desperdício alimentar, com ingredientes locais e sazonais, processos lentos e atentos, a comida como ponto de entrada pelo corpo, pelo sabor, pelo objecto. É conduzida por Mónica Esteves a partir do Porto, com investigação contínua em fermentação e food design, e formação em arquitectura (MSc, FAUP), design de produto e industrial (MSc, FBAUP) e práticas culinárias.
mónia esteves
Mónica Esteves é food designer e artista a trabalhar nas margens da experiência alimentar.
De convicção plant-based, o seu trabalho cruza fermentação, foraging e a questão do (não)desperdício alimentar, com processos lentos e atentos a ingredientes locais e sazonais, na interseção entre conceito e sensação. O ponto de entrada é o corpo, o sabor, o gesto, o alimento. Através do projeto Momonimo, explora estas práticas em experiências que tocam o quotidiano, a ecologia e a relação com o que se come. Atualmente desenvolve uma investigação de mestrado em design de produto na FBAUP sobre fermentação espontânea como prática de cuidado e de relação com o mundo microbiano. O projeto Criaturas Invisíveis será apresentado pela primeira vez no festival Gentler Futures, em Lisboa, a 5 de junho de 2026, numa iteração centrada na regeneração de ecossistemas. A candidatura ao Temporal propõe uma versão do mesmo projeto orientada para a dimensão temporal e duracional da fermentação.
FUNCHO Cozinha Transformativa
Brotando de uma grande vontade de encontrar na comida, e no ato de cozinhar, um mecanismo curativo que a restabelecesse como conforto, o FUNCHO é um projeto de cozinha vegana feita de raíz que o artista transdisciplinar Bá de Sá mantém desde 2022.
bá de sá
Nascido em 1997 no Vale do Ave, Bá de Sá é co-criador e coordenador do FUNCHO Catering Vegan desde 2022.
Licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais com um minor em Antropologia em 2018, pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH) e está atualmente em pausa com o mestrado em História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O seu enfoque académico contempla poder, educação, cultura e género de uma perspectiva transfeminista interseccional e anti autoritária. Focado na escala da sua comunidade, tem artigos informais publicados em blogs de amigos e projetos paralelos.
Trabalhador precário de vários biscate, na restauração (onde ainda aprende muito e faz turnos pontuais) foi e é cozinheiro, empregado de mesa, barista, chefe de sala, copeiro, barperson (NOLA Kitchen, Urraca, Mafalda’s) desde 2015. Cozinheiro vegan na esfera pessoal e coletiva há mais de 10 anos, co-criou o FUNCHO como projeto de cozinha transformativa depois de assumir a sua identidade trans não binária em 2022. Atualmente, e ao sabor dos caminhos do projeto, faz e coordena o FUNCHO de forma autogerida, da cozinha à linha editorial, contando com ajuda e cooperação de amigues nas ocasiões mais exigentes.
Na esfera artística, é performer, letrista, vocalista, styler e faz, pontualmente, produção cultural. Com lançamentos autoeditados em nome próprio (despertador 00:25, 2020) e, desde 2019, é voz e corpo na banda portuense bcc (BCC, 2022), da qual é membro fundador e desde 2025 integra, também no Porto, Duo São Mansinhos. Upcycler e dumpsterdiver convicto, direciona, atualmente, o seu trabalho na exploração plástica de materiais têxteis e polímeros reaproveitados num exercício de memória e futuro em costura transformativa, âmbito no qual também facilita a Oficina de Upcycling. Foi produtor cultural no coletivo multidisciplinar Culetivo Feira, 2023, e também, o coordenador da produção da única edição do festival Donães à Mostra 2021, Guimarães. É freelance de curadoria de figurinos, styling e direção criativa, produção.
Organiza e participa em várias Mostras e Exposições dentro da área do Cinema desde 1999, tendo participado em eventos na Europa, Marrocos, Brasil e Cabo-Verde. Colaborou e trabalhado com instituições como o Cineclube do Porto, Cineclube Amazonas Douro e a Associação de Iniciativas Culturais e Artísticas, no Porto, (AICART). Tendo trabalhado maioritariamente no género experimental e em película, é o criador original de uma técnica inovadora intitulada “A Alquimia do Cinema”.
É um dos sócios fundadores do projecto Átomo47, o único laboratório de cinema independente do país, inaugurado em 2007, onde actualmente trabalha e colabora com a Casa da Imagem em V.N. de Gaia. A Átomo47 faz parte de uma lista internacional de 40 laboratórios independentes. É responsável pelo laboratório de revelação do Laboratório Imersivo de 16mm na Casa do Xisto.
teresacomcerteza
TeresaComCerteza nasceu em Leiria em 1997. Em 2020 concluiu a licenciatura em Som e Imagem na Esad.Cr.
Artista multidisciplinar, utiliza os diferentes media como forma de documentação, representação e criação. A utilização da ciência e da tecnologia são presenças muito fortes no seu trabalho, de forma experimental, muitas vezes com a intenção de criar ambientes e espaços imersivos onde o tempo se perde nele próprio.
Atualmente a viver no Porto, encontra-se a fazer Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE. Tecnicamente, o seu trabalha contorna as áreas da fotografia, vídeo e som, seja a captar ou a editar. Tem também experiência na gestão de redes sociais e na área da produção.
sofia belém
Sofia Belém (2005), nascida em Recife e criada em São Paulo, Brasil. Frequentou a especialização em Gravura e Serigrafia na Escola Artística António Arroio (Lisboa) e é licenciada em Estudos Comparatistas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A artista trabalha principalmente com pintura à óleo e técnicas de impressão, mas também escreve ensaios e poesia. Sua prática artística centra-se principalmente em sua própria identidade diaspórica e na representação do seu corpo, além de utilizar motivos marinhos, ruínas e artefatos como meios de acessar o passado.
Fundou em 2022 a editora independente Passatempo, onde edita bandas desenhadas, fotozines e poesias de artistas do eixo Brasil-Portugal e de si própria. Já participou de quatro exposições coletivas com pranchas de banda desenhada, gravuras e serigrafias.
Ana carvalho dos santos
Ana Carvalho dos Santos (1996) é uma artista interdisciplinar residente no Porto. Dedica grande parte da sua prática à exploração de questões que abordam as dicotomias entre o real e o imaginário, o concreto e o abstrato, o material e o imaterial.
A natureza, e os seus mecanismos cíclicos e infinitos, surgem como um dos principais objetos de estudo e um aliado na sua prática artística, sendo um tema central em vários projectos artísticos. O seu trabalho centra-se na produção de obras audiovisuais, que vão desde a instalação, performance, arte visual e som. Nos últimos anos, tem também explorado frequentemente o desenho, que funciona como motor da imaginação e da criação de várias das suas obras. Utilizando como metodologia processos experimentais de captação e manipulação de imagem e som, procura continuamente criar relações simbióticas entre a natureza, o ser humano e a tecnologia, numa era digital e antropocêntrica.
re-re-re studio
Uma nova prática de design fundada por Eva Gonçalves e Rita Mota, colaboradoras de longa data, com sede em Lisboa, Porto e Berlim. O estúdio dedica-se principalmente a projetos culturais e sociais, desenvolvendo formatos de grande e pequena escala que apoiam e ampliam as ideias apresentadas.
O seu processo é moldado por metodologias colaborativas e inclusivas, nas quais os parceiros e colaboradores são participantes ativos na construção de imagens, sistemas e narrativas. O estúdio não acredita em grandes egos nem no estrelato, concentrando-se em hierarquias horizontais e na construção coletiva e partilhada de mundos.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto