SOBRE

    OPEN CALL

    Um temporal é um estado transitório onde não sabemos se o tempo começa ou não a tornar-se um estado definitivo. As coisas suspendem-se e a realidade assume um caráter instável onde os limites entre o que é, o que era e o que será estão em estado de mutação. 

    Nestes momentos, a noção de tempo, seja o tempo meteorológico, cronológico, biológico ou geológico, é interrompida e deixamos de ser capazes de distinguir a qualidade do tempo que habitamos. Nesta suspensão disruptiva, somos forçados a pôr em pausa as rotinas e as definições que achamos ter sobre o tempo, aquele tempo: o tempo das agendas, o tempo dos trabalhos, o tempo da semana, o tempo da segunda-feira e dos domingos.  Esse tempo, o tempo cronológico. E, por contraste, somos convocados a prestar atenção, como animais que somos, ao tempo que vivemos e como este se materializa ao nosso redor e em relação: a repetição, a espera, a interrupção, a pausa, os ciclos, as estações, as passagens, o fim de um dia, o nascer do sol, tornam-se âncoras às quais nos agarramos para procurar sentido.  

    Em momentos assim, procuramos, em estranhamento, atribuir novas qualidades ao tempo e, de repente, este parece experienciar-se em dicotomias irreconciliáveis: ora dilatado - quase ao milímetro - ora inexistente - como um capítulo que se salta ou se quer saltar por cima; ora condensado - como uma saturação de tempos concentrados dentro de tempos, ora passageiro, que é o que se poderia dizer de uma ferida ou de algo que não se quer sentir, como diríamos a uma criança “está quase, isto está quase a acabar…”, ora pleno, intacto e quase eterno como o tempo do recreio, o das tardes livres ou das “férias grandes” de verão.

    Assim nasce, este verão, a primeira edição do TEMPORAL, um festival dedicado às artes do tempo que promove o encontro entre diferentes práticas artísticas, como a imagem em movimento, o som, as artes plásticas, o hacking de dispositivos, as artes sonoras e a performance, que se focam na dimensão duracional da experiência estética.

    No TEMPORAL, misturam-se práticas de experimentação plástica com a dimensão  duracional do encontro entre pessoas e ideias. O festival cruza a imagem em movimento, o som, as artes plásticas, o hacking de dispositivos, as artes sonoras e a performance, criando um espaço de experimentação, escuta e atenção ao tempo como matéria artística. Durante quatro dias de apresentações públicas e oficinas pedagógico-criativas, o TEMPORAL ocupará espaços selecionados da cidade do Porto, tais como Túnel e Mira Forum, contando com a participação de artistas convidados como Puçanga, Elena Duque, Gaspar Cohen e Elisa Pône, bem como com projetos selecionados através de open call.

    A direção e concepção do TEMPORAL estão a cargo de Juliana Julieta e Sofia Pires, que no seu percurso artístico e profissional foram sentindo a falta deste espaço. A primeira edição do TEMPORAL conta com o apoio à programação da República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes e tem como parceiros: Casa do Xisto, Foi Bonita a Festa, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Mono No Aware, Mago Print Studio, (S8) Mostra Internacional de Cinema Periférico, Túnel, Mira Galerias, Lápis Itinerante Associação Cultural e outros por vir. Esperamos.

    O TEMPORAL surge do desejo de criar espaço para o cruzamento de práticas artísticas, que muitas vezes partilham uma geografia e interesse conceptual formal pelo tempo, mas que acabam por não se encontrar ao estarem fechadas em nichos disciplinares. Queremos com este festival contribuir para propiciar encontros que potenciem as várias práticas e que ampliem os cruzamentos entre comunidades artísticas. 

    O TEMPORAL acontecerá de 09 a 12 de Julho 2026, entre os espaços Túnel e Mira Forum, no Porto, com uma programação composta por oficinas, workshops, concertos, performances e projeções. A entrada é livre. 

    Festival dedicado às artes do tempo
    9 a 12 Julho 2026 · Porto

    instagram / contacto / newsletter / website designed by re-re-re studio

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    OPEN CALL

    Um temporal é um estado transitório onde não sabemos se o tempo começa ou não a tornar-se um estado definitivo. As coisas suspendem-se e a realidade assume um caráter instável onde os limites entre o que é, o que era e o que será estão em estado de mutação. 

    Nestes momentos, a noção de tempo, seja o tempo meteorológico, cronológico, biológico ou geológico, é interrompida e deixamos de ser capazes de distinguir a qualidade do tempo que habitamos. Nesta suspensão disruptiva, somos forçados a pôr em pausa as rotinas e as definições que achamos ter sobre o tempo, aquele tempo: o tempo das agendas, o tempo dos trabalhos, o tempo da semana, o tempo da segunda-feira e dos domingos.  Esse tempo, o tempo cronológico. E, por contraste, somos convocados a prestar atenção, como animais que somos, ao tempo que vivemos e como este se materializa ao nosso redor e em relação: a repetição, a espera, a interrupção, a pausa, os ciclos, as estações, as passagens, o fim de um dia, o nascer do sol, tornam-se âncoras às quais nos agarramos para procurar sentido.  

    Em momentos assim, procuramos, em estranhamento, atribuir novas qualidades ao tempo e, de repente, este parece experienciar-se em dicotomias irreconciliáveis: ora dilatado - quase ao milímetro - ora inexistente - como um capítulo que se salta ou se quer saltar por cima; ora condensado - como uma saturação de tempos concentrados dentro de tempos, ora passageiro, que é o que se poderia dizer de uma ferida ou de algo que não se quer sentir, como diríamos a uma criança “está quase, isto está quase a acabar…”, ora pleno, intacto e quase eterno como o tempo do recreio, o das tardes livres ou das “férias grandes” de verão.

    Assim nasce, este verão, a primeira edição do TEMPORAL, um festival dedicado às artes do tempo que promove o encontro entre diferentes práticas artísticas, como a imagem em movimento, o som, as artes plásticas, o hacking de dispositivos, as artes sonoras e a performance, que se focam na dimensão duracional da experiência estética.

    No TEMPORAL, misturam-se práticas de experimentação plástica com a dimensão  duracional do encontro entre pessoas e ideias. O festival cruza a imagem em movimento, o som, as artes plásticas, o hacking de dispositivos, as artes sonoras e a performance, criando um espaço de experimentação, escuta e atenção ao tempo como matéria artística. Durante quatro dias de apresentações públicas e oficinas pedagógico-criativas, o TEMPORAL ocupará espaços selecionados da cidade do Porto, tais como Túnel e Mira Forum, contando com a participação de artistas convidados como Puçanga, Elena Duque, Gaspar Cohen e Elisa Pône, bem como com projetos selecionados através de open call.

    A direção e concepção do TEMPORAL estão a cargo de Juliana Julieta e Sofia Pires, que no seu percurso artístico e profissional foram sentindo a falta deste espaço.  A primeira edição do TEMPORAL conta com o apoio à programação da República Portuguesa - Cultura,  Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes e tem como parceiros: Casa do Xisto, Foi Bonita a Festa, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Mono No Aware, Mago Print Studio, (S8) Mostra Internacional de Cinema Periférico, Túnel, Mira Galerias, Lápis Itinerante Associação Cultural e outros por vir. Esperamos.

    O TEMPORAL surge do desejo de criar espaço para o cruzamento de práticas artísticas, que muitas vezes partilham uma geografia e interesse conceptual formal pelo tempo, mas que acabam por não se encontrar ao estarem fechadas em nichos disciplinares. Queremos com este festival contribuir para propiciar encontros que potenciem as várias práticas e que ampliem os cruzamentos entre comunidades artísticas. 

    O TEMPORAL acontecerá de 09 a 12 de Julho 2026, entre os espaços Túnel e Mira Forum, no Porto, com uma programação composta por oficinas, workshops, concertos, performances e projeções. A entrada é livre. 

    Festival dedicado às artes do tempo
    9 a 12 Julho 2026 · Porto

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