
Projeção Coletiva Open Call Temporal 2026
Bruno Moreno, Sara Massa, Renato Cruz Santos
09 de Julho
19H
Duração: 30 min
Projeção digital em sessão coletiva de peças audiovisuais selecionadas na Open Call: “Do Not Disturb” de Sara Massa (05’49’’); “CAMBOA” de Bruno Moreno (14’); “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos (10’03’’).
Sinopse de “Do Not Disturb” (2025) de Sara Massa: “Entre a rotina repetida de procriar, comer e defecar, há uma descontinuidade do tempo, transformando o seu espaço habitual num lugar cuja principal ação é a observação através do tempo. A adaptação a essa rotina constante torna qualquer interferência assustadora. Na tentativa de comunicarmos com aqueles que repetem a mesma refeição até a morte, percebemos o quão próximos eles estão de nós. O som inerente a esta rotina cáustica ensurdece aqueles que a observam, mas é silencioso para aqueles que fazem parte dela. Se eles não conhecem a liberdade, precisam dela? «Nunca tentem interferir com uma vaca que serve fielmente os humanos, fornecendo-lhes comida e bebida. Nunca tentem incorporá-las nos vossos passatempos. Nunca tentem travar amizade com elas. Nunca tentem distraí-las de conceber bezerros. Nunca tentem entender como o touro concebe bezerros com suas próprias filhas. Nunca.»”
Sinopse de “CAMBOA” (2020) de Bruno Moreno: “Um estreito que pescadores chamam de cova do mar, onde se pode pescar peixes miúdos, fazer oferendas e despachos. Em um dia de Lua Cheia, um corpo se deita na maré baixa e fica imóvel por 6 horas, até desaparecer na maré alta.”
Sobre “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos: “Ali, onde os braços não chegam, é uma instalação audiovisual sobre o imaginário, a paisagem e a identidade da comunidade de Caxinas, em tensão com a progressiva urbanização. Através de uma narrativa sensorial são estabelecidos diálogos entre temporalidades humanas e não humanas, no espaço terrestre e subaquático, tendo como horizonte comum a presença da Forcada, um penedo granítico situado naquela zona costeira.” - texto de Joana Pestana. O áudio da peça é da autoria de Jonathan Uliel Saldanha.
Na imagem: fotograma de “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto

Projeção Coletiva Open Call Temporal 2026
Bruno Moreno, Sara Massa, Renato Cruz Santos
09 de Julho
19H
Duração: 30 min
Projeção digital em sessão coletiva de peças audiovisuais selecionadas na Open Call: “Do Not Disturb” de Sara Massa (05’49’’); “CAMBOA” de Bruno Moreno (14’); “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos (10’03’’).
Sinopse de “Do Not Disturb” (2025) de Sara Massa: “Entre a rotina repetida de procriar, comer e defecar, há uma descontinuidade do tempo, transformando o seu espaço habitual num lugar cuja principal ação é a observação através do tempo. A adaptação a essa rotina constante torna qualquer interferência assustadora. Na tentativa de comunicarmos com aqueles que repetem a mesma refeição até a morte, percebemos o quão próximos eles estão de nós. O som inerente a esta rotina cáustica ensurdece aqueles que a observam, mas é silencioso para aqueles que fazem parte dela. Se eles não conhecem a liberdade, precisam dela? «Nunca tentem interferir com uma vaca que serve fielmente os humanos, fornecendo-lhes comida e bebida. Nunca tentem incorporá-las nos vossos passatempos. Nunca tentem travar amizade com elas. Nunca tentem distraí-las de conceber bezerros. Nunca tentem entender como o touro concebe bezerros com suas próprias filhas. Nunca.»”
Sinopse de “CAMBOA” (2020) de Bruno Moreno: “Um estreito que pescadores chamam de cova do mar, onde se pode pescar peixes miúdos, fazer oferendas e despachos. Em um dia de Lua Cheia, um corpo se deita na maré baixa e fica imóvel por 6 horas, até desaparecer na maré alta.”
Sobre “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos: “Ali, onde os braços não chegam, é uma instalação audiovisual sobre o imaginário, a paisagem e a identidade da comunidade de Caxinas, em tensão com a progressiva urbanização. Através de uma narrativa sensorial são estabelecidos diálogos entre temporalidades humanas e não humanas, no espaço terrestre e subaquático, tendo como horizonte comum a presença da Forcada, um penedo granítico situado naquela zona costeira.” - texto de Joana Pestana. O áudio da peça é da autoria de Jonathan Uliel Saldanha.
Na imagem: fotograma de “Ali, onde os braços não chegam.” de Renato Cruz Santos.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto