
Fungo, Floresta, Futuros
Juliana Julieta, Henrique Fernandes e Wouter Jaspers
11 de julho
19h
Duração: 45 min
“Fungo, Floresta, Futuros” é uma performance de Juliana Julieta, Henrique Fernandes e Wouter Jaspers que junta projeção analógica de película e composição sonora ao vivo.
A obra parte do projeto homónimo desenvolvido no Monte da Ervilha (Porto), uma floresta urbana no Porto atualmente ameaçada pela expansão urbanística. A partir deste território, é construída uma experiência imersiva através de técnicas de cinema experimental, como fitogramas, película enterrada e eco-revelação com plantas, em diálogo com uma composição sonora criada ao vivo com recurso a antenas, rádios, recetores eletromagnéticos, motores, instrumentos DIY e gravações de campo.
A floresta é assumida como colaboradora ativa onde plantas, minerais e vestígios químicos participam diretamente na formação das imagens, deixando marcas físicas na emulsão fotossensível da película. O que emerge não é apenas uma representação da paisagem, mas o registo de um contacto entre matérias vivas e não-vivas — uma imagem produzida através de processos de transformação, decomposição e coexistência.
A performance desenrola-se como um processo gradual de alteração da perceção. Iniciando com imagens espectrais construídas por múltiplas exposições, onde passado, presente e futuros possíveis coexistem; aproxima-se depois de momentos de maior nitidez, centrados nas texturas, ritmos e materialidades da floresta. Mesmo aí, a clareza nunca é absoluta. Grande parte da obra vive da ambiguidade, daquilo que permanece parcialmente oculto ou apenas se deixa entrever.
No cruzamento entre luz, som e matéria, a peça propõe uma outra forma de percecionar o mundo. Convida o público a escutar e a olhar com maior atenção, sintonizando-se com sinais subtis, processos subterrâneos e formas de vida que habitualmente passam despercebidos. Ao fazê-lo, ensaia uma forma de habitar o mundo mais recetiva e maravilhada, mais atenta e mais consciente das relações que o sustentam.
Esta apresentação no Festival TEMPORAL, no Porto, assinala a primeira colaboração entre os três artistas.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto

Fungo, Floresta, Futuros
Juliana Julieta, Henrique Fernandes e Wouter Jaspers
11 de julho
19h
Duração: 45 min
“Fungo, Floresta, Futuros” é uma performance de Juliana Julieta, Henrique Fernandes e Wouter Jaspers que junta projeção analógica de película e composição sonora ao vivo.
A obra parte do projeto homónimo desenvolvido no Monte da Ervilha (Porto), uma floresta urbana no Porto atualmente ameaçada pela expansão urbanística. A partir deste território, é construída uma experiência imersiva através de técnicas de cinema experimental, como fitogramas, película enterrada e eco-revelação com plantas, em diálogo com uma composição sonora criada ao vivo com recurso a antenas, rádios, recetores eletromagnéticos, motores, instrumentos DIY e gravações de campo.
A floresta é assumida como colaboradora ativa onde plantas, minerais e vestígios químicos participam diretamente na formação das imagens, deixando marcas físicas na emulsão fotossensível da película. O que emerge não é apenas uma representação da paisagem, mas o registo de um contacto entre matérias vivas e não-vivas — uma imagem produzida através de processos de transformação, decomposição e coexistência.
A performance desenrola-se como um processo gradual de alteração da perceção. Iniciando com imagens espectrais construídas por múltiplas exposições, onde passado, presente e futuros possíveis coexistem; aproxima-se depois de momentos de maior nitidez, centrados nas texturas, ritmos e materialidades da floresta. Mesmo aí, a clareza nunca é absoluta. Grande parte da obra vive da ambiguidade, daquilo que permanece parcialmente oculto ou apenas se deixa entrever.
No cruzamento entre luz, som e matéria, a peça propõe uma outra forma de percecionar o mundo. Convida o público a escutar e a olhar com maior atenção, sintonizando-se com sinais subtis, processos subterrâneos e formas de vida que habitualmente passam despercebidos. Ao fazê-lo, ensaia uma forma de habitar o mundo mais recetiva e maravilhada, mais atenta e mais consciente das relações que o sustentam.
Esta apresentação no Festival TEMPORAL, no Porto, assinala a primeira colaboração entre os três artistas.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto