
Studies on Self-Organization and Time
Nico Espinoza
9 de Julho
21H30
Duração: 30 min
“Studies on Self-Organization and Time” é uma performance audiovisual em que a própria performance se torna o estudo. O trabalho explora o tempo como um fenómeno local emergente, produzido através das relações entre som, imagem, agência performativa, percepção e um dispositivo tecno-estético organizado por feedbacks não-lineares.
O som desenvolve-se a um nível contínuo através da síntese. Feedback, modulação, acumulação, saturação e relações de fase instáveis geram uma matéria sonora que se transforma de acordo com as suas tensões internas e com as condições introduzidas durante a performance. A imagem desenvolve-se a um nível discreto através da montagem, entendida como um processo de auto-organização. Os materiais visuais são provenientes de criadores individuais, publicações científicas e instituições públicas, onde surgem frequentemente como registos ou modelos de auto-organização, autodeterminação ou forma emergente em processos naturais, sociais, microscópicos, atmosféricos e cosmológicos.
Na performance, estes fragmentos entram em individuação mútua com o som. A sua relação torna-se perceptível através de momentos de sincronia, deriva, interferência, densidade textural, mudanças de luz e estabilização temporária, como expressões da temporalidade gerada pelo próprio processo audiovisual. A agência performativa pertence a este mesmo processo de feedback. O performer modula as condições através das quais a operação audiovisual se desenvolve, sendo também afectado pelas fases que o som e a imagem produzem. Intervenção, hesitação, espera e não-intervenção influenciam a trajectória do trabalho, permitindo que cada performance tome forma como um percurso situado através das possibilidades do sistema.
O dispositivo audiovisual sustenta um campo de trajectórias possíveis, onde som, imagem, gesto e percepção se co-individuam. Cada performance actualiza um caminho diferente dentro desse campo, permitindo que o tempo apareça como algo formado no interior do próprio processo material, em vez de ser imposto a partir do exterior. O estudo, portanto, não antecede a performance. Acontece através dela.
AVISO: Esta peça contém imagens com flashes, luzes estroboscópicas e/ou sequências de montagem rápida.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto

Studies on Self-Organization and Time
Nico Espinoza
9 de Julho
21H30
Duração: 30 min
“Studies on Self-Organization and Time” é uma performance audiovisual em que a própria performance se torna o estudo. O trabalho explora o tempo como um fenómeno local emergente, produzido através das relações entre som, imagem, agência performativa, percepção e um dispositivo tecno-estético organizado por feedbacks não-lineares.
O som desenvolve-se a um nível contínuo através da síntese. Feedback, modulação, acumulação, saturação e relações de fase instáveis geram uma matéria sonora que se transforma de acordo com as suas tensões internas e com as condições introduzidas durante a performance. A imagem desenvolve-se a um nível discreto através da montagem, entendida como um processo de auto-organização. Os materiais visuais são provenientes de criadores individuais, publicações científicas e instituições públicas, onde surgem frequentemente como registos ou modelos de auto-organização, autodeterminação ou forma emergente em processos naturais, sociais, microscópicos, atmosféricos e cosmológicos.
Na performance, estes fragmentos entram em individuação mútua com o som. A sua relação torna-se perceptível através de momentos de sincronia, deriva, interferência, densidade textural, mudanças de luz e estabilização temporária, como expressões da temporalidade gerada pelo próprio processo audiovisual. A agência performativa pertence a este mesmo processo de feedback. O performer modula as condições através das quais a operação audiovisual se desenvolve, sendo também afectado pelas fases que o som e a imagem produzem. Intervenção, hesitação, espera e não-intervenção influenciam a trajectória do trabalho, permitindo que cada performance tome forma como um percurso situado através das possibilidades do sistema.
O dispositivo audiovisual sustenta um campo de trajectórias possíveis, onde som, imagem, gesto e percepção se co-individuam. Cada performance actualiza um caminho diferente dentro desse campo, permitindo que o tempo apareça como algo formado no interior do próprio processo material, em vez de ser imposto a partir do exterior. O estudo, portanto, não antecede a performance. Acontece através dela.
AVISO: Esta peça contém imagens com flashes, luzes estroboscópicas e/ou sequências de montagem rápida.

Festival dedicado às artes do tempo
9 a 12 Julho 2026 · Mira Forum, Porto